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Advocacia para mulheres – o primeiro escritório feminista do Brasil

Ana Paula Braga e Marina Ruzzi, foram colegas de faculdade e após o término dos estudos, optaram por desenvolver um espaço onde o foco das demandas com maior visibilidade fosse o das mulheres.

A decisão de criar um escritório especializado em atender causas femininas se deu devido à quantidade de vezes em que se depararam com queixas de mulheres dizendo que precisavam de advogadas que entendessem melhor as suas causas.

Demandas que envolvam questões de desigualdade, violência doméstica, questões familiares ou assédios, são os assuntos mais comuns.
As advogadas tiveram contato com o movimento feminista no pátio do Largo de São Francisco – a prestigiosa Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde puderam perceber os impactos da advocacia na vida das pessoas.

Numa entidade da faculdade que presta assistência jurídica gratuita à população de baixa renda (Departamento Jurídico XI de Agosto), entenderam que fazia sentido ter essa liberdade de atuação em causas que tinham mais significado para elas.

O resultado é positivo:

“Apesar de pouco tempo, temos tido um retorno muito positivo das nossas clientes a respeito do atendimento, e já estamos, inclusive, colhendo frutos das ações que seguimos adiante. Isso nos enche de esperanças de, aos poucos, conseguir também sensibilizar o Judiciário para a causa das mulheres”

Atendem, desde maio de 2016, no Braga & Ruzzi Advogadas – Advocacia Para Mulheres em São Paulo.

O escritório especializado no atendimento jurídico ao público feminino é aberto também aos homens. Elas aceitam casos e possuem alguns clientes. “A única coisa que não fazemos é defender agressor, até porque iria contra nossos princípios e contra o propósito do nosso escritório”, concluem.

Fonte:
Carta Capital
Jota

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